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Avanço: Minilaparoscopia

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Abordagem Laparoscópica

Quando realiza-se uma operação videolaparoscópica, uma pequena câmera é inserida no abdômen permitindo que o cirurgião conduza e visualize a cirurgia através de um monitor de vídeo.

A câmera e os instrumentos cirúrgicos geralmente são inseridos por pequenas incisões feitas na parede abdominal.

Os Procedimentos Laparoscópicos para a Cirurgia da Obesidade utilizam os mesmos princípios da Aberta e produzem perda de excesso de peso da mesma forma.

Comparada à Cirurgia Aberta, alguns benefícios da Cirurgia Laparoscópica incluem:

  • Menor dor pós-operatório;
  • Menor infecção nas feridas (incisões);
  • Menor ocorrência de hérnias incisionais;
  • Rápida recuperação e retorno à atividade

O que é? 
“Láparos” vem do grego e significa abdômen. Laparotomia é a cirurgia que incisa a parede abdominal para operar as estruturas e órgãos intra-abdominais a céu aberto. Laparoscopia é uma maneira de olhar dentro do abdômen, através de uma pequena incisão por onde se introduz uma lente que é o Laparoscópio. Até anos relativamente recentes, apenas se fazia diagnóstico laparoscópico ou eventualmente retiradas de pequenas porções de tecido para análise anátomo-patológica.

Cirurgia Laparoscópica, com operações mais extensas, ressecando inclusive órgãos mais variados, desenvolveu-se bem mais recentemente.

Para compreender como se realiza a laparoscopia, descrevem-se os seguintes passos:

  • A cavidade abdominal é virtual, isto é, todos os seus órgãos e estruturas encostam-se uns aos outros.
  • Para introduzir o laparoscópio, a cavidade deve ser distendida. Isso é feito através da introdução de gás que separa os diversos órgãos, permitindo introduzir com segurança o laparoscópio. Usa-se um aparelho, o insuflador, que faz o controle das medidas do volume e da pressão do gás insuflado, informando o médico se o procedimento está correto.
  • Uma vez a cavidade adequadamente distendida, introduz-se uma lente de luz fria, que transmite imagem clara a um monitor de vídeo por meio de um sistema de fibras ópticas. A lente é o laparoscópio.
  • Após esses procedimentos iniciais, o cirurgião está pronto para introduzir, através de pequenas incisões, os instrumentos com os quais vai operar.
  • Esses instrumentos são muito similares aos usados em cirurgia tradicional, só que bem mais delicados.
  • Essa introdução de instrumentos já é feita através de visão direta, pois o laparoscópio já está dentro do abdômen transmitindo as imagens para o monitor de vídeo.
  • Nesse momento, o cirurgião tem condições de avaliar as alterações existentes e programar a operação que pretende executar.

História da Laparoscopia 
A história da laparoscopia caracteriza-se por pequenas invenções que foram se acoplando até que descobertas importantes, mais recentes, tornaram esse método cirúrgico mais factível e seguro.

  • Um sistema de lentes ópticas desenvolvido por Hopkins, usado inicialmente com muito sucesso em urologia, criou o laparoscópio moderno.
  • Um sistema de produção de luz fria tornou segura a iluminação das cavidades orgânicas, incluindo o abdômen.
  • Transmissão de imagens por fibras ópticas que permitiram o enorme desenvolvimento da endoscopia diagnóstica, especialmente do aparelho digestivo.
  • Transmissão de imagens à distância, que é a televisão ou monitor de vídeo.
  • Desenvolvimento de microcâmeras, fáceis de manipular por sua leveza, transmitindo imagens de excepcional qualidade.

História da Cirurgia Laparoscópica 
Seu desenvolvimento foi progressivo à medida que os equipamentos e instrumentos cirúrgicos foram se modernizando. Em 1962 foi realizada a primeira laqueadura tubária. Em 1974, Semm em Lubeck, Alemanha, realizou vários tipos de cirurgia ginecológica. Semm é considerado o pai da cirurgia laparoscópica. Por sua influência direta, os avanços iniciais foram todos na área ginecológica. Em 1983 esse mesmo cirurgião alemão e Mouret em Lyon, França, executaram as primeiras apendicectomias. Em 1987, já com o desenvolvimento de microcâmeras de vídeo, realizou a primeira ressecção laparoscópica de vesícula biliar. Em 1990, Tomas Szego em São Paulo, Áureo Ludovico de Paula em Goiânia e Célio Nogueira em Belo Horizonte executaram as primeiras colecistectomias no Brasil.

Depois das primeiras colecistectomias, houve uma verdadeira explosão, em todo mundo, de cirurgias pelo novo método. Relembre-se que a primeira colecistectomia por laparoscopia foi executada em 1987. Das cirurgias ginecológicas e colecistectomia, estendeu-se o acesso laparoscópico para praticamente todos os órgãos abdominais e para fora da cavidade abdominal. Operam-se, hoje, tórax, articulações, coluna, cavidade craniana, tireóide, cirurgias plásticas. Muitas dessas operações são realizadas com indiscutível vantagem sobre a cirurgia tradicional. Aos poucos, vem se definindo aquelas operações que realmente oferecem vantagens, quando realizadas por videoendoscopia cirúrgica. Cabe frisar que, para realizar operações laparoscópicas, o cirurgião deve estar bem treinado nas cirurgia tradicionais ou laparotômicas. Por outro lado, para trabalhar com laparoscopia, é necessário um treinamento adequado, específico. São necessários, também, equipamentos e instrumentos específicos, com os quais o cirurgião deve estar bem familiarizado. Estes últimos vêm se aperfeiçoando progressivamente e impõem aumento nos custos inerentes.

A cirurgia laparoscópica, quando bem indicada e executada, é muito melhor para o paciente. Este sofre bem menos com as pequenas incisões cirúrgicas, há menos dor pós-operatória, a permanência hospitalar torna-se mais curta e a recuperação para as atividades é mais rápida. Em resumo, a cirurgia laparoscópica constitui um avanço enorme, consagrou-se com muita rapidez e, quando bem indicada e bem executada, traz grande benefício aos pacientes.

Recuperação mais rápida e pouco sangramento fazem das cirurgias minimamente invasivas as preferidas por médicos e pacientes, intervenções que estão mudando a face da medicina. São cirurgias feitas com incisões cada vez menores, algumas de meio centímetro, no tamanho exato para a introdução de uma câmera e pinças para remexer no interior do corpo. Esses instrumentos são a extensão da mão do cirurgião. E as imagens geradas pela câmera são os nossos olhos, com uma visão 20 vezes maior. Quem mais se beneficia com essas operações são os pacientes. Sofrem menos durante e após o procedimento, vão embora mais cedo para casa e retornam mais rápido à vida normal. Toda cirurgia é um trauma. Mas, quanto menor ele for, mais rápido o organismo se recupera.